domingo, 22 de março de 2020

Coronavírus: o governo deve socorrer os desempregados!


O Movimento Dias de Luta acaba de fazer esse abaixo-assinado online visando garantir um salário mínimo aos desempregados, subempregados, ambulantes e autônomos, além da população em situação de rua. 

Quem concordar, favor assinar e compartilhar. Grato!


Nesse momento, a quarentena é fundamental para o combate ao coronavírus! Mas população em situação de rua, os desempregados, os subempregados, os ambulantes ou autônomos, são os que mais sofrem. É preciso pressionar as empresas, os bancos e os governos para exercerem a responsabilidade social com a população pobre do país!

No Ceará, o governo do estado precisa utilizar o Fundo de Combate à Pobreza (FECOP) para garantir renda mínima e cestas básicas à população em situação de rua, aos desempregados, aos subempregados, aos ambulantes ou autônomos. É UM CASO DE EMERGÊNCIA SOCIAL!

O estado precisa amparar os que mais precisam. Só que não fará isto sem pressão pelas redes sociais.

Dias de luta por dias melhores sempre!

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O que é o FECOP?

O Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECOP, criado através da Lei Complementar nº 37, de 26/11/2003 (DOE de 27/11/2003), e regulamentado pelo Decreto nº 29.910, de 29/09/2009 (DOE de 30/09/2009), trata-se de um Fundo Especial de Gestão, de natureza contábil, cuja finalidade consiste em viabilizar, para a população pobre e extremamente pobre do Estado do Ceará, acesso a níveis dignos de subsistência, mediante a aplicação de recursos em ações suplementares de nutrição, habitação, educação, saúde, saneamento básico, reforço da renda familiar, combate à seca, e outros programas de relevante interesse social, de modo a promover a melhoria da qualidade de vida.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Dias de luta por dias melhores, virão!


ELEIÇÃO ADIADA PARA 31/MAIO/2020
CAMPANHA PARA O CONSELHO COMUNITÁRIO DO CONJUNTO CEARÁ CONTINUA PELAS REDES SOCIAIS!

Neste momento, a posição máxima de todos nós deve ser cuidar uns dos outros. A pandemia de coronavírus ameaça a saúde e a vida das pessoas, principalmente, as mais vulneráveis e menos privilegiadas. Seguiremos em quarentena e recomendamos cuidados para todos. Dias de luta por dias melhores sempre!

A comissão eleitoral adiou a eleição do Conselho Comunitário do Conjunto Ceará para 31 de maio/2020. Essa data está situada bem no que a Secretaria da Saúde considera o pico do coronavírus no Ceará, mas eles são teimosos e arrogantes e insistem em fazer as coisas de forma impensada. Portanto, tem grande possibilidade da eleição nem acontecer nesta data. O correto mesmo era adiar para o ano que vem, pois essa eleição comunitária não deveria estar misturada com uma eleição para prefeito e vereador. Isso facilita ingerências partidárias indevidas na eleição da comunidade.

No entanto, além do adiamento da eleição e da pandemia, existe a irresponsabilidade dos governantes que abandonaram o Conjunto Ceará. No caso do desmantelamento do Hospital Nossa Senhora da Conceição já vínhamos alertando dos graves riscos que isto representava para a nossa comunidade e adjacências. Também não podemos ficar no escuro, com apagões em nossas casas e principais avenidas, queimando eletrodomésticos, sem a mínima fiscalização do poder público; com ruas e praças cheias de mato, juntando mosquitos e muriçocas, causando mais doenças; o polo de lazer com uma obra paralisada há quase 2 anos; a Zoonose fechada; o Hospital e os postos de saúde sucateados, e essa pandemia avançando contra as nossas vidas.

São anos de descaso com a população e foram decisões políticas que nos deixaram nessa situação, por isso, não vamos parar de denunciar até eles resolverem os problemas que afetam o nosso bairro. Seguiremos fazendo a campanha da chapa 30 pela internet e redes sociais, aproveitando para denunciar o abandono da prefeitura e a cumplicidade dos políticos, via “cabos eleitorais” alinhados ao prefeito.

Nesse cenário apocalíptico, não nos resta outra opção senão lutar! Não vamos desistir do nosso bairro e da nossa gente! Seguiremos fazendo a campanha da #Chapa30 – História, Resistência e Luta, e denunciando o abandono do Conjunto Ceará.

Quando a eleição ocorrer, contaremos com vocês para juntos derrotarmos os governistas da chapa "duas dezenas" e os demais omissos que não têm a coragem de denunciar o poder público e defender o Conjunto Ceará. Dias de Luta virão! #CHAPA30NELES!

Cuidemos uns dos outros!

Movimento Dias de Luta!

Prof. Joatan Freitas 
Doutorando em Educação pela Universidade Estadual do Ceará/UECE. 
Ex-integrante da Coordenação de Direitos Humanos do Governo do Ceará. 


quinta-feira, 19 de março de 2020

Coronavírus, quem vai sobreviver?


Como ficará a periferia, a vida dos pobres e dos não-privilegiados?

Uma pandemia fantasmagórica ronda o mundo. O Coronavírus aparece inicialmente na China, passa para a Itália e se espalha pela Europa, avança pelos continentes e ameaça a vida de milhares de pessoas. No Brasil, a transmissão é passada de um lado para o outro, principalmente por pessoas das elites e classes médias que têm a condição de viajar para a Europa, Estados Unidos e outras regiões onde a doença já se encontra disseminada. Porém, num país com um dos mais altos índices de desigualdades no planeta, o que nos assusta e nos mobiliza é a perspectiva desse vírus chegar às populações mais vulneráveis.

Em caso de calamidade pública, o Estado poderia subsidiar as pequenas e microempresas, além de punir as grandes corporações que se aproveitassem ilegal e imoralmente da situação. Entretanto, nem a crise do subprime americana em 2008, nem o desmoronamento atual das Bolsas de Valores, fizeram os governos brasileiros repensarem o modelo neoliberal que protege o lucro dos grandes capitalistas e abandona as pessoas simples à própria sorte e ao desespero.

No caso do Ceará, um estado vulnerável e um dos mais pobres do país, marcado por grandes desigualdades sociais e econômicas, algumas pessoas que fazem parte das classes médias e ricas, terão melhores condições de sobrevivência, pois têm recursos econômicos ou influência social e política. Essas pessoas poderão sofrer, mas também terão maiores possibilidades de enfrentar a pandemia.

Mas, como ficarão os mais pobres, as pessoas nas periferias, favelas, comunidades, sertões ou interiores, os menos privilegiados, os excluídos, os abandonados à própria sorte? Como ficarão as pessoas que não têm dinheiro para comprar o álcool gel e o papel higiênico? Como ficarão os moradores em situação de rua, os desempregados, os mendigos, os jovens pretos e pobres amontoados nos presídios e casas socioeducativas? Como ficará esse enorme contingente de desvalidos sociais? Será deixado para morrer sem proteção, sem comida, sem cuidados e sem oxigênio? O Sistema Único de Saúde (SUS) alcançará essas pessoas? O SUS será suficiente? Que tipo de plano está sendo pensado pelo governo federal, estados e prefeituras para proteger essas pessoas?

Em Fortaleza, milhares de pessoas são imprensadas em ônibus lotados nas idas e vindas para o trabalho e na vida cotidiana. O que nos inquieta e preocupa, e deveria preocupar a toda a sociedade, é a condição social dos trabalhadores e da população em situação de rua. Sem a proteção do Estado, muitos desses seres humanos podem não sobreviver ao Coronavírus. É preciso um plano que os leve em consideração, que os entenda inclusive como prioridade. Não seremos mais humanos do que o vírus se não nos voltarmos para o cuidado com os mais vulneráveis, com quem mais precisa do Estado, da sociedade e da nossa empatia e solidariedade. Como os mais pobres irão sobreviver? Como ir para além da caridade? O que fazer?

Pensando nessas pessoas, sugerimos aos poderes públicos algumas medidas emergenciais para o enfrentamento dessa pandemia:

- Cancelamento imediato da Emenda do Teto dos Gastos Públicos que limita as despesas do governo brasileiro com saúde, educação e políticas sociais durante 20 anos; 
- Subsídio de um salário mínimo para os desempregados e subempregados, os idosos não-aposentados e as pessoas em situação de rua ou que não possam trabalhar; 
- Investimentos públicos em saúde, educação, cultura e primeiro emprego aos jovens através de Frentes Criativas de Trabalho para quando a pandemia recuar; 
- Anistia das dívidas com água, luz e internet de pessoas assalariadas, desempregadas e subempregadas (trabalhadores de aplicativos e autônomos); 
- Suspensão da cobrança de água, luz e internet para assalariados, desempregados e subempregados até o fim da crise global do Coronavírus; 
- Mapeamento das pessoas em situação de rua e das suas condições de saúde, com distribuição gratuita de álcool gel, papel e toalhas higiênicas; garantia de alimentação, higiene e tratamento hospitalar; 
- Criação de unidades móveis para exame e atendimento em casos suspeitos de Coronavírus nas periferias das cidades; 
- Libertação monitorada de presos sem condenação, presos provisórios e praticantes de crimes não hediondos e sem maior gravidade; 
- Montagem de equipes para exames e tratamento nas unidades prisionais e abrigos socioeducativos, visando atender às populações carcerárias ou restritas de liberdade;

A periferia não pode ser entregue à própria sorte diante dessa catástrofe. O poder público terá que repartir os cuidados e a proteção social oferecida à classe média e a elite com os não privilegiados, os excluídos e os periféricos, ou essa pandemia vai acabar no maior genocídio já visto no Brasil desde que os colonizadores desembarcaram por aqui. Nesse sentido, o Coronavírus ameaça também o que nos faz humanos, a nossa própria humanidade. Rebelemo-nos, sejamos verdadeiramente humanos e solidários!

Prof. Joatan Freitas
Doutorando em Educação pela Universidade Estadual do Ceará/UECE. Ex-integrante da Coordenação de Direitos Humanos do Governo do Estado do Ceará. Coordenador do Movimento Dias de Luta.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Retroescavadeira eleitoral x balas do oportunismo!

Prof. Joatan Freitas
Não, os heróis deles não são os nossos. A violência deles não deve ser aplaudida por nós, não vamos “passar recibo”. Logo que um lado predominar sobre o outro, as balas e retroescavadeiras se voltarão contra nós, não sejamos ingênuos e alvos-fáceis. Mais do que nunca, somos apenas nós por nós mesmos. Nem as oligarquias e nem as forças paramilitares, pois elas jamais vão nos representar. Dias de luta virão! 

Movimento Dias de Luta!


A cena política brasileira não pode se reduzir a ações espetaculares e eleitoreiras de famílias oligárquicas ou de forças paramilitares com atitudes milicianas.

A perspectiva popular não pode ser por escavadeiras justiceiras em mãos de famílias tradicionais da política e, muito menos, pela violência paramilitar que apavora a sociedade, que toma pela força o protagonismo político, as estruturas e os espaços públicos. São dois lados de um mesmo cenário autoritário que em nada beneficia a população, as juventudes, os trabalhadores e as comunidades periféricas.

Há muito tempo, os grupos políticos que incentivam as atitudes paramilitares “esticam a corda” e ameaçam os valores sociais. Basta verificar as notícias na imprensa, desde a formação da “bancada da bala” em Brasília, dos programas policiais sensacionalistas, da chacina da Messejana em Fortaleza, além das mortes suspeitas de mulheres, crianças e adolescentes nas grandes periferias do país. Sem falar no assassinato de Marielle Franco no Rio de Janeiro, na chacina de vários jovens num baile funk em São Paulo e na morte suspeita do miliciano Adriano da Nóbrega, na Bahia. Nada disso é devidamente investigado pelas instituições do Estado. A “corda esticada” do autoritarismo só provoca violência, portanto, a retroescavadeira eleitoreira é uma das reações à ação paramilitar intimidadora.

Sobre as reivindicações dos policiais, a categoria em estado de greve solicitou ao governo Camilo Santana a abertura de negociações para um aumento salarial. Sabe-se que o governo concedeu o aumento em consenso com as associações de policiais. Os descontentes recusaram o reajuste acordado e deram início ao movimento grevista na forma de amotinamento, colocando em sério risco a população, não só pela falta dos serviços prestados, mas pelos métodos milicianos de pressão adotados, ainda mais, quando se dizem trabalhadores em greve pelos seus direitos. Como esperavam o apoio da população? Amedrontando com armas nas mãos as pessoas para chantagear o governo?

Nesse sentido, tentar achar trigo nessa plantação de joio é um exercício inútil. Forças repressivas não são categorias trabalhistas moralmente reconhecíveis por quem luta por emancipação social. Descontadas as devidas proporções históricas, seria como escravos se solidarizando com um motim de feitores e capitães do mato por melhores condições de exercer suas profissões nefastas.

No Estado de direito, por outro lado, a sociedade não delegou ao cidadão Cid Gomes o papel de mediador, nem lhe autorizou a desocupar o prédio tomado pelos invasores. Em que pese a justa solidariedade ao Senador pelo absurdo do acontecido, isto foi uma atitude arrogante e irresponsável dele, carregada de intenções eleitoreiras que o seu grupo resolveu protagonizar. É óbvio que ele não deveria passar uma retroescavadeira sobre aqueles que estavam “tocando o terror” nas ruas e nem esses indivíduos deveriam sair atirando nele ou em qualquer outra pessoa. Assim, ambos põem em risco as regras institucionais e, principalmente, criam uma “cortina de fumaça” na luta popular por uma sociedade democrática, plural e socialista.

Não se trata de quem está certo ou errado, ou de quem está menos certo ou menos errado. Os dois lados estão errados, estão pondo em risco a população nas suas ambições pelo poder. Exploram o medo e o desespero das pessoas, buscando o protagonismo político e a polarização para tirar disto os dividendos eleitorais. Os dois lados colocam em perigo a sociedade e aprofundam o extraordinário estado de anomia que se alastra pela nação.

Não se deve entrar nesse vale-tudo eleitoral. É preciso ser mais humano e racional do que isto, embora os conceitos de humanidade e racionalidade estejam, no momento, bastante desgastados. Entre a truculência da tradicional família Gomes e as atitudes paramilitares dos encapuzados, deve-se construir uma opção popular, mesmo que essa ainda não esteja disponível. É preferível construí-la do que embarcar nessa aparente polarização que está mais para o tilintar de uma mesma moeda a revelar as suas duas faces, ao mesmo tempo, autoritárias e oportunistas.

E, pelo andar da retroescavadeira, para quem preferir assim, muitas outras aberrações desse tipo virão, pois todos abriram mão da institucionalidade, convenções e civilidades, e das regras acordadas para fundarem o seu próprio vale-tudo. Mas, isso não foi invenção original dos pilotos de retroescavadeiras ou dos encapuzados locais. Esse jogo político sem regras claras que no passado beneficiou as elites, foi resgatado nas campanhas “não vai ter copa” e “Fortaleza apavorada”, nas agressões misóginas, sexistas e machistas de setores da classe média contra Dilma, e no processo de impeachment que legalizou o golpe de 2016. Nutriu-se também nos desmandos inconstitucionais da lava-jato, consolidou-se na eleição de um governo moralmente deplorável que soube catalisar toda a ignorância e sociopatia da nação. E agora, esse jogo busca se federalizar, tomando todos os espaços de contendas políticas nos estados, municípios e comunidades.

A continuar assim, não só Fortaleza terá a sua eleição disputada entre balaclavas, tiros e retroescavadeiras. Essa prática grotesca do vale-tudo poderá se espalhar por todos os lugares e não faltará quem se disponha a tomar “na marra” esta ou aquela prefeitura, pelos rincões de um Brasil atônito. É, segundo Naomi Klein (2008), A doutrina do choque aplicada a um país, por enquanto, indefeso e vulnerável. Esta, é uma perceptível consequência do protagonismo da retroescavadeira da família Gomes em reação ao oportunismo eleitoreiro do capitão dos motins.

Onde está a base racional capaz de conter tal barbárie? Não está no Executivo nacional que potencializou o vale-tudo contra o pensamento contraditório e contra as instituições. Não está no Parlamento que votou contra os direitos dos trabalhadores, da classe média e dos pobres da nação. Não está no Judiciário que se converteu em instrumento da elite para combater os seus adversários internos e externos. E não está em qualquer um que aposte nesse mesmo método como forma de superar o trágico e caótico momento que o país atravessa. Mas, poderá estar na força popular, democrática e coletiva dos povos criativos, trabalhadores, juventudes, periferias e sertões, como expressão dos novos tempos que sempre chegam ao amanhecer!

Em alguns momentos da história, os povos até adotaram uma pseudo “destruição criativa” como parteira dos novos tempos, como foi o caso da Revolução Francesa, da Revolução Russa e da Independência Americana. Em todo caso, esse salto qualitativo foi muito traumático e, no incêndio geral, não houve garantias de controle do processo ou que alguém saísse ileso. Na real, o fogo contra fogo pode incinerar a sociedade brasileira e, na atual conjuntura, sem racionalidade coletiva e estratégica, é muito provável que só os não-privilegiados sejam cremados.

Retroescavadeiras são admissíveis se pilotadas de formas criativas pelas classes oprimidas para destruir as barreiras sociais, muito diferente da destruição causada por oligarquias ou paramilitares que fazem de tudo para manter o poder político conservador. Essas forças não visam destruir estruturas que exploram e oprimem os trabalhadores. Elas defendem essas estruturas. Querem demolir apenas algumas barricadas erguidas por adversários numa guerra intestina para definir quem fica com o chicote. Elas não querem demolir as bases capitalistas da opressão e arrancar das mãos do opressor o chicote, a retroescavadeira ou o cassetete.  A melhor opção é construir um movimento baseado na racionalidade coletiva e na reserva moral necessárias para apontar outros caminhos, muito além do imediatismo eleitoral da “estação do inferno”.

Ao se tratar das eleições 2020, entretanto, deve-se construir uma saída pela esquerda, podendo ter várias faces de acordo com o local e o contexto. No Rio de Janeiro, essa saída pode vir das articulações de Marcelo Freixo e no Rio Grande do Sul pode vir da candidatura de Manuela. Em Fortaleza, pode ser a candidatura de Luizianne Lins numa perspectiva mais à esquerda. No mais, essas alternativas precisam saber catalisar a força racional, a pujança moral e a radicalidade dos lutadores sociais do povo, em programas que fortaleçam a democracia, a diversidade e o direito à cidade.

A saída não deve ser apenas eleitoral, deve ser pela mobilização popular e radicalização de novos métodos e reivindicações sociais. Os agentes criativos devem agir dentro e fora da institucionalidade, em todos os fronts, em especial, naqueles que mais se aproximam da população, nas lutas e comunidades periféricas. Nesses tempos tão perigosos, precisam andar em bandos, ser mais coletivos do que nunca, formular e executar novos planos, novos estratagemas para direcionar as retroescavadeiras contra as barricadas oligárquicas e paramilitares. Um quadro real muito difícil de se compreender, mas essa consciência é fundamental para a resistência prática dos atores sociais criativos.

Prof. Joatan Freitas

Doutorando em Educação (UECE). Mestre em Educação (UECE). Graduado em História (UECE). Especialista em Ensino de História (FFB). Professor de História (SEDUC-CE). Coordenador do Movimento Dias de Luta.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Educadores abraçam pré-campanha do professor Joatan Freitas


Um grupo de professores, estudantes, pesquisadores, intelectuais das mais diversas áreas do conhecimento e personalidades da educação, junto com algumas referências comunitárias, reuniu-se no último domingo (09/02) para conversar sobre “O papel político da educação no momento atual”, destacando os desafios da educação nos difíceis tempos políticos em que vive o Brasil.

Grupo de educadores e lutadores sociais ligados à educação
O grupo compreende que é necessário mobilizar as forças progressistas da sociedade para a defesa da educação, com bases na racionalidade e civilidade, buscando níveis aceitáveis de cidadania e convívio humano-social. Daí a necessidade de pensar e adotar uma postura política coerente com a defesa de uma educação de qualidade, dialógica, plural e democrática. Nesse sentido, esse movimento debate e apresenta alternativas eleitorais compromissadas e engajadas nas lutas populares por uma concepção de educação emancipatória.

Nesse encontro, os educadores e lutadores sociais presentes resolveram apresentar o nome do professor Joatan Freitas como pré-candidato a Vereador de Fortaleza nas próximas eleições. A pré-candidatura emerge das lutas sociais e do meio educacional compromissada principalmente com o tripé Educação, Cultura e Juventude. E terá no direito à cidade, principalmente, para as juventudes das periferias e na autoafirmação das comunidades, as bases para um programa de ação que acolherá os direitos humanos, a diversidade e as lutas do povo como nortes de um possível mandato coletivo, criativo e colaborativo.

Professor Ricardo George fala sobre o papel político da educação
Professor Joatan Freitas é um militante histórico de resistência à ditadura militar, dedicando sua vida às lutas culturais, estudantis e comunitárias. Desde jovem atuou no movimento católico das comunidades eclesiais de base e na pastoral de juventude do meio popular através do Grupo Libertação na comunidade do Conjunto Ceará, e atualmente, continua seu engajamento nos encontros de casais na Granja Lisboa; É um ativista do movimento estudantil secundarista e universitário, além de atuante no movimento cultural desde o FEIRARTE na década de 80, sendo também fundador do movimento Hip Hop no Ceará na década de 90. 

Atualmente, Joatan Freitas participa do Coletivo Território Criativo, da Rede de Economia Criativa do Estado do Ceará (e-Criativa) e assessora as atividades do Fórum Cearense de Hip Hop. Compromissado com o movimento comunitário, integra o Movimento Dias de Luta e o S.O.S. Conjunto Ceará. Cursa Doutorado em Educação na Universidade Estadual do Ceará (UECE) e é professor da rede estadual de ensino, participando tanto do movimento estudantil universitário quanto do movimento sindical docente.

Prof. Joatan Freitas e Dalva Santos (esposa).
Dessa forma, o professor Joatan Freitas apresenta uma coerente história de vida que demonstra compromisso com o social ao longo de toda a sua existência. Essa trajetória de lutas é que mobiliza os educadores para a pré-campanha do professor Joatan Freitas como uma alternativa imprescindível para enfrentar os desafios dos dias atuais.

A administradora e feminista Ana Cristina, Joyce, Rosa e Marcos Rodrigues, membros da LP-2
“Há homens (e mulheres) que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis” (Bertolt Brecht).


sábado, 8 de fevereiro de 2020

A metáfora de Guedes



A metáfora de Guedes

Antes de começar esta metáfora peço ao leitor que permita-me fazer a seguinte ressalva a respeito desta figura de linguagem, que, talvez, o faça relembrar Belchior: não se preocupe servidor com isso que eu lhes digo, porque, eu sou apenas mais um parasita neste imenso filo em que se transformou a pátria amada ou seria “Pátria armada” ? Ademais, como reza o ciclo evolutivo de um endoparasita: anopluro que parasita anopluro tem só quatro anos de hospedeiro. Vamos à figura de linguagem.

A capacidade de alguns governantes de compararem os servidores com animais se supera e se renova a cada governo. Não faz muito tempo que os servidores de Fortaleza foram chamados de ratos por um secretário que tinha superpoderes na pasta da educação, curiosamente, o atual ministro da economia, que também tem o título de super, comparou o funcionalismo público a parasita. Será um carma da terminologia super ou será uma infeliz coincidência? De uma forma ou de outra, este texto vai se deter apenas ao comparativo do super ministro, haja vista que a primeira comparação parece ter caído no imenso abismo do esquecimento.
“O cara vira um parasita” e o que é um parasita? De acordo com a biologia geral, um parasita é uma associação de organismos que de um modo geral não mata o hospedeiro. Segundo os estudiosos da parasitologia, existem dois tipos: endoparasita e ectoparasita. Em qual você se enquadra? Independente, da sua preferência, saiba que no primeiro, o parasitismo ocorre fora do corpo do hospedeiro e no segundo, o parasita ataca o ser vivo parasitando-o internamente.
A partir deste superficial conceito, já se percebe um furo na fatídica metáfora de Guedes. Por quê? Pelo simples fato de que se os servidores públicos brasileiros fossem realmente parasitas, eles seriam unidos e pertenceriam há uma única associação, ainda que tivessem liberdade de si organizarem com organismos que defendessem pautas menos abrangentes e mais específicas do setor que atuam, ou deveria dizer parasitam?  Fato que não acontece, prova disso são as inúmeras centrais sindicais espalhadas pelo Brasil a fora, algumas delas, inclusive, com interação direta com o governo, ou seria hospedeiro?
Todavia, a minha esperança começa a ressuscitar, sobretudo, quando Guedes diz que o “hospedeiro está morrendo”, digo isto, porque é sabido que existe um modo de parasitismo conhecido por parasitoidismo, em que o parasita mata quem o hospeda. Diante disto, e, pontuando que o servidor brasileiro virou um parasita que está matando o hospedeiro, que por sua vez, é o próprio governo do Brasil, temos aqui, de acordo com o atual ministro da economia, um exemplo raro de parasitoidismo social. E, neste caso, a expectativa de ser um parasita que elimina o hospedeiro não é abstrata, pelo menos não para o povo, e, se assim for, os dias deste hospedeiro patronal estarão contados.
Por outro lado, e colocando em evidência os aplausos que o ministro recebeu por um auditório lotado de senhores de família tementes a deus, tal metáfora,  no que pese a apatia sob a qual se abateu por sobre a classe que vive do trabalho, por sobre os integrantes dos movimentos paredistas e por sobre os intelectuais desta nação, acredito, que o  que se tem é um triste caso de parasitismo reverso e bastante comum nos governos que se elegem prometendo muito para os que não tem quase nada, mas na prática, terminam por governar fazendo tudo para quem já tem mais do que usufrui e muito menos do que necessita.

(Augusto César Tavares – Um rato metido a parasita./ Nertan Maia-Silva - autor da imagem/ extraídadehttps://www.facebook.com/photo.phpfbid=2976602699019621&set=a.525967800749802&type=3&theater)


quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Roda de Conversa: o papel político da educação atual


O professor Joatan Freitas convida amigos educadores, estudantes e intelectuais para uma roda de conversa sobre o papel político da educação no momento atual. O evento faz parte de uma série de reflexões organizadas com atores estratégicos da cidade para pensar a política, a educação e a sociedade, tendo por base a responsabilidade social de todo cidadão com os cenários locais e globais.

Dia 09/02 (domingo) às 15h.
Rua João Victor, 2455 - Granja Lisboa.

Joatan Freitas é Doutorando em Educação pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), Professor e Historiador, Consultor técnico do Coletivo Território Criativo (TC) e Coordenador do Movimento Dias de Luta.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Sou tudo que um dia eu sonhei pra mim


O Poema que você assistiu no vídeo acima é uma paródia de Doralyce e Silvia ao samba Mulheres cantando por Martinho da Vila. Apesar de parecer uma resposta ao samba cantado por Martinho, as autoras da paródia garantem que se trata apenas de como elas compreendem o sentimento feminino.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Envie seu questionamento.


Possui Graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Ceará (1986), Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (1992) e Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2003) e Pós - Doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2014). Atualmente é professora em cursos de graduação das instituições: Universidade Regional do Cariri - URCA, Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte - FMJ, Faculdade de Juazeiro do Norte - FJN. Professora permanente dos Programas de Pós-Graduação: Mestrado Profissional em Educação (MPEDU)- Departamento de Educação da URCA, PROFHISTÒRIA - Departamento de História da URCA e PRODER/UFCA. Pesquisa nas áreas de: Educação, com ênfase em História da Educação, Política Educacional e Formação de Professores; Saúde e Violência; Feminino e Violência; Infância - adolescência e Violência. Atua em ações de Extensão nas áreas de: Educação e Saúde; Educação e movimentos sociais.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Paraipaba terá Seminário sobre Desenvolvimento Local


O Seminário debaterá sobre o desenvolvimento socioeconômico do município
Produtores locais se reuniram com o Coletivo Território Criativo para preparar o Seminário
Os diversos setores produtivos de Paraipaba estão preparando um Seminário para discutir o desenvolvimento do município. Na pauta, a situação do perímetro irrigado e da produção agrícola local, a produção artística e cultural, o comércio, o turismo e os grandes empreendimentos turísticos e imobiliários com suas dificuldades e oportunidades sociais, econômicas, culturais e ambientais.

A iniciativa pretende discutir a relação e sinergias entre as cadeias produtivas tradicionais do município e os novos investimentos da área turística, abordando as demandas e oportunidades que a situação apresenta.
  
A frente da organização do Seminário estão setores produtivos representados por organizações da sociedade civil tais como: Associação dos Produtores do Distrito Irrigado, Cooperativa dos Produtores de Coco de Paraipaba, Instituto Landuá das Artes, Sindicato dos Produtores Rurais, Coletivo Território Criativo e Rede Colaborativa de Economia Criativa do Estado do Ceará (e-Criativa).

Juventudes, grupos culturais, pescadores, professores, intelectuais, ambientalistas e empresários também participam da organização do Seminário com data pré-definida para 17 de Fevereiro de 2020. 
Prof. Joatan Freitas do Coletivo Território Criativo/TC visita o produtor rural Amaro, parceiro histórico
Maiores informações sobre o Seminário serão divulgadas em breve e também poderão ser obtidas junto às instituições envolvidas com a organização. 

O que é mudar o mundo?


sábado, 4 de janeiro de 2020

O que é o Natal?

Você sabe o que é o Natal?
Eu sei.
Natal é ser feliz
contigo
Que é feliz comigo.

O Natal pode ser
um polígono aberto de humanidades
que celebra a grande ceia da vida.

Natal é se perguntar
Qual número vem depois do infinito,
É saber que o poema é a loucura de Deus
Se fazendo ternura nos homens.

(Este poema foi composto por um recorte de perguntas feitas pelo poeta J. G. Marx)


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Poema para Paulo Freire

Não sou Poeta.
Não sou matemático.
Não sou Educador.
Não sou nordestino,
(O Nordeste é uma invenção).
Só hoje eu descobri
Que eu sou um homem
Sem memória, sem identidade.
Será se sou ao menos um energúmeno?


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

O Movimento Hip Hop e a ascensão do Lumpesinato

Nesta última terça-feira (03/12), referências e intelectuais orgânicos do Movimento Hip Hop que pensam e orientam organizações periféricas nas suas lutas sociais conversaram sobre a “teoria marginal” que influencia a periferia há 30 anos no Ceará. A discussão sobre hip hop e lumpesinato contou com a participação histórica de lideranças do movimento no Ceará. Na pauta estavam questões polêmicas sobre a centralidade do trabalho, o papel do lumpesinato e as lutas de classes. O evento ocorreu na Livraria Lamarca, localizada Av. da Universidade, no Benfica.


Sobre o significado da terminologia Lumpesinato não há unanimidade, sendo as principais discordâncias no âmbito dos marxismo acadêmico. Já o Dicionário Online de Português descreve o lumpem com base na “teoria marxista, termo que designa o proletariado, a camada social desprovida de recursos econômicos, sem emprego formal nem consciência de classe; lumpemproletariado”.

Conforme o prof. Joatan Freitas, um texto antigo do Comando Político Unificado que integrava a Juventude Vermelha, a La Femme e o Movimento Hip Hop, entre outros, já discutia a condição extemporânea do lumpem e apontava para a existência de uma “classe social até então desprestigiada e mesmo depreciada pela esquerda tradicional e pelos chamados “marxistas ortodoxos”.

Os teóricos marxistas parecem atrelar o lumpem ao proletariado, pois colocam-no na condição de derivação deste, sem autonomia de classe, ou quando muito, confundindo a situação do lumpem com o “trabalho precariado” ou com o conceito desenvolvido por Marx sobre o exército industrial de reserva. De fato, esta é uma questão refutada pelo movimento e pela discussão no campo hip hop pelo menos há mais de três décadas.


Esse movimento colocava-se como instrumento para desenvolver junto ao lumpem pobre a subjetividade necessária para construir o movimento revolucionário dos “excluídos”.  Avaliava que o capitalismo já atingia o estágio da barbárie e que nesta fase crescia a exclusão e assim aumentava imensamente a classe social, agigantava-se também a tarefa de organizá-la, conscientizá-la e direcioná-la para a tomada do poder.

Fontes:
Comando Político Unificado (CPU) – Material de Formação Filosofia da Práxis, 2005.

Debate: "Conjuntura política e os direitos humanos no Brasil"


Nesta quinta-feira (05/12), ocorreu o debate sobre "Conjuntura política e os direitos humanos no Brasil", com a Deputada Federal Luizianne Lins; o Dep. Federal Hélder Salomão (presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos deputados); o Dep. Federal Airton Cirilo; Mário Mamede (ex-secretário nacional de Direitos Humanos do Governo Lula) e Martír Silva, membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD). A atividade aconteceu na Sede do Partido dos Trabalhadores (PT), por volta das 19h, na Avenida da Universidade, em Fortaleza.

Selfie

A deputada Luizianne denunciou os maus tratos aos detentos nas prisões do Ceará, solicitando inclusive uma audiência com o Governador Camilo Santana para interpelar essas ações abusivas. Luizianne também citou a questão dos direitos humanos em relação à privacidade dos cidadãos, principalmente, no sentido de garantir a proteção e privacidade dos dados, evitando as Fake News. Já o deputado Hélder Salomão fez um histórico dos avanços e limitações dos direitos humanos no país.
Foto: Ana Cristina
Na ocasião, o prof. Joatan Freitas cumprimentou a deputada Luizianne Lins por seu papel na CPI das Fake News e pela luta em defesa dos mais necessitados, além de reafirmar a sua disposição em defender um projeto democrático e popular para a cidade.

Fotos: Ana Cristina

Fonte:
https://mensajeronews.blogspot.com/2019/12/luizianne-promove-debate-sobre.html