As caravanas são coordenadas pelos fóruns estaduais de prevenção e erradicação do trabalho infantil com o apoio técnico do Fórum Nacional, e financeiro, da Fundação Telefônica. No Ceará, conta com o apoio do Ministério Público do Trabalho, AL, Secretaria da Educação do Estado, Associação dos Prefeitos e Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA/CE), e de vários outros órgãos.
O procurador do Trabalho, Antônio de Oliveira Lima, chamou a atenção para importância do engajamento de todos os municípios. “Mesmo com milhares de atividades sendo realizadas nas escolas do nosso Estado, ainda são muitos os casos de exploração infantil. A nossa diferença é que enxergamos a situação pelo olhar das nossas crianças e adolescentes, mostrando a realidade e sugerindo soluções”, explicou Antônio.
De acordo com a representante da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da República, Maria Izabel Silva, a cultura do trabalho infantil ainda está enraizada no povo brasileiro. “Muitas das pessoas que deveriam estar zelando pelo direito das nossas crianças e adolescentes defendem o trabalho infantil. Crianças são mutiladas por operarem máquinas, sofrem problemas psicológicos que lhes acompanham por toda a vida. Precisamos sensibilizar o País”, pontuou.
O secretário de Educação de Fortaleza, Elmano Freitas, afirmou que só com a união das instituições e da sociedade civil, os direitos das crianças e adolescentes serão garantidos.
A audiência contou com a participação de representantes de vários municípios cearenses, e também de instituições especialistas no assunto.
































