domingo, 14 de junho de 2009

MAGIA

Não fosse você a mim importante tanto,
O tempo me teria feito o amor esquecer
E alguém outro, só veria suave encanto
Ao som de poemas, um instante falecer.


Faria se perder todo esse amor em verso,
Que lírico ou épico, num toque de magia,
Deixaria esse viver ao longe e disperso,
Ilusório, tal o ritmo do coração que se ia.


Tamanha a dor do vazio que ali existiria,
Seria o holocausto da poesia parnasiana,
Sombras dum eco do pensar que surgia.


Sereno e louco tal um amor inconstante,
Um breve mistério logo se transformaria
Na libélula suicida de um amor distante.


4 comentários:

Glaucia disse...

Que belo soneto!
Belíssimo! Parabéns!
É encantadora a forma com que conduzes as palavras.
Gostei muito.

Tenha uma ótima semana e obrigada pela visita.

Joatan Freitas disse...

Eu é que fico encantado com sua gentileza, obrigado.

Radeka disse...

LIBÉLULA SUICIDA... PLENA METÁFORA, EU NÃO A TERIA FEITO.

ABRAÇOS...

cristal de uma mulher disse...

Um lindo poema onde me emociona.gostaria de recebe-lo em meu blog de poesias com seu nome se possível


Abraços